sexta-feira, 18 de março de 2011

PERSISTIR

Na soma do que sou
não sei onde encontrar-me.

Procuro, mas não me acho,
penso, mas me escapo.

E eu,oceano de palavras,
não consigo traduzir-me.

Sou tudo?
Sou nada?

                            Sobrevivi!

Num universo sem som, virei um náufrago sem palavras.

                           Divago!

Na imensidão silenciosa contemplo seres incomunicáveis.
               
                          A ausência de sentido.

Vejo o nada imensurável,
o nada perceptível.

É a vida que morre?
Ou é a morte que ganha vida?

E a vida, antes viva, agora jaz  em silêncio irreversível.

                         Silêncio absoluto,

                         Silêncio.

Mas acima de tudo,
                              LUTO!

PORQUE TENHO ESPERANÇA.


De:  Deusiana Coelho de Sales.







                                                            














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